Fundada por Frei
Lourenço Afonso, em 1342 e ampliada por D. Jorge de Alencastre, filho de D. João
II, em 1425.
Designou-se, primeiramente, por "Vila Nova do Laranjal", como
refere Pinho Leal, in "Portugal Antigo e Moderno". É de presumir que a povoação
apenas se tivesse chamado "Laranjal", pelos muitos laranjais que existiam e,
ainda, existem.
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Julga-se que D. Manuel lhe concedeu um foral próprio em 1517.Em 1538, D. João III elevou-a à categoria de vila, tomando então o nome que actualmente mantém. Galveias, tinha em 1893, 460 fogos, 1050 habitantes e em 1930 tinha 570 fogos e 2544 habitantes. Actualmente, possui aproximadamente 900 fogos e não atinge os 2000 habitantes.
 mapa gentilmente enviado por António Bragança
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O TOPÓNIMO GALVEIAS
Importa sublinhar que a região onde se situa Galveias, outrora Galveia, era já habitada nos tempos neolíticos por clãs oriundos do Levante Mediterrânico, a ajuizar pelo tipo arquitectónico das antas encontradas perto de Avis e, ainda, pelos elementos toponímicos que restam, como são os de Galveias, Sor, Avis, etc. Os elementos lexicais componentes do topónimo pertencem a estratos linguísticos da área do Mediterrâneo Oriental, mais precisamente "aramaico cipriota". São eles GAL, ABA, AYA, que significam respectivamente "colina", "pai" e "santo". Em épocas muito remotas e antes da doação de D. Frei Lourenço Afonso, já estes lugares eram conhecidos pela Pobra do Mestre e Cabeços de Galveya. Segundo a lenda, que é do conhecimento popular, o nome de Galveias surgiu da conversa entre duas vizinhas: "Ó vizinha, guarde as suas galinhas, senão o meu galo vê-as". Contudo, existe outra lenda sobre o nome de Galveias, que já não é tão popular e junta uma tradição de Natal de outras épocas. |
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ARQUITECTURA E PATRIMÓNIO HISTÓRICO |
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Galveias possui algum património histórico; desde antas do período neolítico, até a Igrejas do séc. XVI.
A Capela da Misericórdia (séc. XVI) foi reconstruída no séc. XVIII, a Capela-mor em alvenaria e no altar-mor uma maquineta em preciosa talha primitiva.
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 Capela da Misericórdia Lg. Comendador José Godinho de Campos (Lg do Terreiro)
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 Igreja Matriz
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Existem várias capelas, cuja história pouco se conhece:
Capelas de S. Pedro, de S. Sebastião, do Senhor das Almas, de S. Saturnino, de S. João e de Santo António, que possui alguns frescos. S. Sebastião era o santo da devoção das mães que tinham os filhos a combater em África, durante a Guerra do Ultramar. Pediam a protecção dos seus filhos, iluminando o interior da capela com lamparinas de azeite, que todos os dias eram acesas.
A Igreja Matriz data do séc. XVI, embora muito modificada por reconstruções e restauros de datas posteriores. A Capela-mor é de preciosa talha dourada do séc. XVIII, possui riquíssimo recheio (belos paramentos e um frontal do séc. XVI). |
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 Capela de S. Sebastião
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 Rua do Adro
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A arquitectura é tipicamente alentejana, o casario antigo é baixo, os materiais utilizados eram a cal e as telhas de canudo.
Realçam-se as casas abastadas dos lavradores com sacadas (varandas) e pátios com diversas arrecadações.
O tecido habitacional insere-se num tipo de povoamento rural e concentrado: a Igreja Matriz ocupa o ponto mais alto e as ruas vão-se distribuindo segundo as curvas de nível ou, como acontece na maior parte dos casos, em oposição a estas.
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 Casa Abastada
 Vista parcial de Galveias (Alto de S. Saturnino)
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